Antes do amanhecer já estávamos na estrada, o finalzinho do outono já dá indícios de que o inverno será rigoroso, Raphael dirigiu cuidadosamente durante 5 horas, enquanto eu ia atrás com o Arthur nos braços tentando abrandar sua inquietação, imaginem o quanto é difícil manter uma criança confinada por tanto tempo sem gerar algum tipo de stress, esse foi o jeito que encontrei para acalmá-lo, embalando em meus braços.
Céu acinzentado com um ou outro raio de sol tentando sobressair a neblina, já estávamos chegando a Aurora Skies, o GPS passava as informações necessárias para que pudéssemos encontrar com facilidade o nosso destino e não seria tão difícil assim, bastava seguir o som da cachoeira, nossa cabana estava localizada ali, à beira do lago formado pela queda d'água das cachoeiras encoberta pela neblina das nuvens e das gotículas que se formavam com a força da água em queda livre.
Já me falhava a memória a beleza desse lugar, o final de semana estava apenas iniciando e eu já começava encontrar inspiração pra voltar a escrever, venho pensando nisso a dias, começar a trabalhar em uma nova obra, algo diferente de "Se eu Morrer Jovem..." mais impessoal, e esse lugar tem um encantamento de inflar a imaginação de qualquer mortal
Arthur estava muito feliz por finalmente poder sair do carro e poder explorar o lugar, que pra ele acredito era um mundo novo a ser descoberto, nos mantivemos muito apreensivos sempre com os olhos nele, o lugar é muto bonito, mas pra um bebê é perigoso e cheio de riscos.
Aquele clima gostoso pra aproveitar a família, namorar meu marido e paparicar o quanto puder o meu filhote, sinto que tudo está se ajeitando e se acalmando. Assim que entramos e o Arthur viu a TV já foi pedindo "Uxin pu mamãe" se o meu amorzinho quer assistir O Ursinho Pooh a mamãe põe o ursinho pooh pro meu bebê ver e o papai tem que ver também, é incrível como ele gosta desse ursinho, acho que qualquer semelhança é mera coincidência *risos* não aguento mais tanto ursinho pooh em minha vida o Raphael não reclama, mas pela cara dele é muito óbvio.

O caseiro já tinha deixado tudo em ordem para a nossa chegada, madeira bem cortada para alimentar a lareira, frutas e verduras fresquinhas colhidas ali mesmo, o lugar estava muito bem cuidado e preservado.

Particularmente hoje o Arthur estava mais agitado que o normal e eu não consegui acalmá-lo por muito tempo, ajeitei ele no sofá, Rapha me puxou para que sentasse em seu colo, tivemos nesse intervalo breves segundos de paz até que o Arthur começa a chorar e atirar brinquedos no Fox.
- Arthur não pode atirar brinquedos no Fox! - não adiantou muita coisa repreender ele continuava a chorar e atirar brinquedo no cachorro, minha paciência já estava a um fio levantei muito brava peguei o Arthur pelos braços e gritei.

- NÃO PODE ATIRAR BRINQUEDOS NO CACHORRO, JÁ DISSE! - coloquei ele de novo ao sofá sem nenhum tipo de cuidado ele chorava muito entre soluços, notei que o Raphael observava tudo muito apreensivo e calado, sai da sala e me tranquei no banheiro. Raphael pegou o pequeno nos braços na tentativa de fazê-lo parar de chorar, ele encostou a cabecinha em seu peito e soluçava copiosamente num pranto interminável, o Raphael explicava pra ele que não podia atirar objetos no Fox pra não machucar, que ele ficaria dodói.

No banheiro sobre a tampa da privada chorava muito sem nem ao menos saber o motivo real da minha choradeira, permaneci assim por alguns minutos, levantei abri a torneira da pia com um pouco de força pelo tempo que ela tinha ficado sem utilização, com a água escorrendo, lavei o meu rosto alcancei uma toalha e enxuguei olhando fixamente o meu reflexo no espelho concentrada ao nada, até que o pensamento foi interrompido com leves batidinhas na porta e por uma vozinha rouca do outro lado -Mamãe...mamãe!

Era o meu pedacinho de vida me chamando, dei um sorriso pálido e abri a porta com cuidado caso ele estivesse apoiado nela, lá estava ele, o Rapha logo atrás, peguei o pequeno nos braços dei um abraço muito apertado e um beijo bem demorado em suas bochechas coradas - Desculpa a mamãe tá amor! - Enxuguei uma lágrima que ainda descia em seu rosto com meu polegar e ele sorriu pra mim, Raphael se aproximou a abraçou a gente, dei um selinho demorado nele e pedi desculpas pelo o que tinha acabado de acontecer, nunca tinha acontecido antes, meu humor não estava nada bom e mudava rapidamente sem nenhuma razão aparente, coisas de mulher grávida, ele me compreendeu e deduziu que o nascimento dos dentes do Arthur fosse o motivo de sua inquietação. Depois que tudo se acalmou subimos e dormimos os três bem juntinhos e tranquilos durante toda a noite.

Tá preciso confessar que nem tão tranquilos assim, porque só sobrou pra nós as beiradinhas da cama nem preciso dizer porque né? #ArthurNoMeio. já que o sono secou mesmo, acordei desliguei o despertador, sentei a cama com cuidado para não acordá-los pratiquei uns exercícios respiratórios que aprendi na internet, levei me espreguicei caminhei direto ao banheiro no balcão amarrei os cabelos em coque com o auxílio de uma escova de cerdas macias, me despi entrei no box e tomei uma ducha quenta rápida, sequei o corpo sem pressa coloquei roupas confortáveis e desci, fui até a horta colher ervas frescas pro café da manhã.

Ervas e frutas recém colhidas hora de por a mão na massa literalmente, preparei o café da manhã depositando todo o amor que eu pude naquele momento, porque eu queria que ele tivesse um sabor diferente.
Tudo pronto na cozinha subi pra ver se meus meninos ainda dormiam, dito e feito Arthur o dono da cama e o Raphael coitado encolhidinho à beirada, agachei ao seu lado passei as mãos em seus cabelos e sussurrei em seu ouvido.
- Bom dia amor! te faço um café ou um cafuné?
- Pode ser os dois?
Sorri e disse que esperava os dois lá embaixo e dispostos para o café.
Logo eles desceram ouvi a risada do bebê todo animado, conversamos um pouco enquanto comíamos e fiquei admirando o pequeno se lambuzando com a sua comidinha, pra ele não existe tempo ruim se for comida ele tá feliz *risos* assim que acabou o café senti o tempo esfriar bruscamente, agasalhei bem o Arthur e cuidei para que a friagem não deixasse ninguém resfriado.

Filme, pipoca e preguiça é o combo perfeito para os dias frios, e assim ficamos os três nos curtindo durante todo o dia com a lareira acesa e afundados em um tapete felpudo.

Peguei o tablet e acessei o meu e-mail e lá estava o pedido que tinha feito horas antes ao escritório do meu médico, pedi que me enviasse um cópia digital da primeira ultra que fiz alguns dias antes, o Rapha não pôde comparecer pois estava resolvendo problemas do trabalho, achei que ele iria gostar muito de ver a primeira imagem registrada do nosso bebê, ele ficou encantado com a ultrassonografia não desgrudava os olhos dela emocionado.

O caseiro já tinha deixado tudo em ordem para a nossa chegada, madeira bem cortada para alimentar a lareira, frutas e verduras fresquinhas colhidas ali mesmo, o lugar estava muito bem cuidado e preservado.

Particularmente hoje o Arthur estava mais agitado que o normal e eu não consegui acalmá-lo por muito tempo, ajeitei ele no sofá, Rapha me puxou para que sentasse em seu colo, tivemos nesse intervalo breves segundos de paz até que o Arthur começa a chorar e atirar brinquedos no Fox.
- Arthur não pode atirar brinquedos no Fox! - não adiantou muita coisa repreender ele continuava a chorar e atirar brinquedo no cachorro, minha paciência já estava a um fio levantei muito brava peguei o Arthur pelos braços e gritei.



Era o meu pedacinho de vida me chamando, dei um sorriso pálido e abri a porta com cuidado caso ele estivesse apoiado nela, lá estava ele, o Rapha logo atrás, peguei o pequeno nos braços dei um abraço muito apertado e um beijo bem demorado em suas bochechas coradas - Desculpa a mamãe tá amor! - Enxuguei uma lágrima que ainda descia em seu rosto com meu polegar e ele sorriu pra mim, Raphael se aproximou a abraçou a gente, dei um selinho demorado nele e pedi desculpas pelo o que tinha acabado de acontecer, nunca tinha acontecido antes, meu humor não estava nada bom e mudava rapidamente sem nenhuma razão aparente, coisas de mulher grávida, ele me compreendeu e deduziu que o nascimento dos dentes do Arthur fosse o motivo de sua inquietação. Depois que tudo se acalmou subimos e dormimos os três bem juntinhos e tranquilos durante toda a noite.


Ervas e frutas recém colhidas hora de por a mão na massa literalmente, preparei o café da manhã depositando todo o amor que eu pude naquele momento, porque eu queria que ele tivesse um sabor diferente.
Tudo pronto na cozinha subi pra ver se meus meninos ainda dormiam, dito e feito Arthur o dono da cama e o Raphael coitado encolhidinho à beirada, agachei ao seu lado passei as mãos em seus cabelos e sussurrei em seu ouvido.
- Bom dia amor! te faço um café ou um cafuné?
- Pode ser os dois?
Sorri e disse que esperava os dois lá embaixo e dispostos para o café.

Filme, pipoca e preguiça é o combo perfeito para os dias frios, e assim ficamos os três nos curtindo durante todo o dia com a lareira acesa e afundados em um tapete felpudo.

Peguei o tablet e acessei o meu e-mail e lá estava o pedido que tinha feito horas antes ao escritório do meu médico, pedi que me enviasse um cópia digital da primeira ultra que fiz alguns dias antes, o Rapha não pôde comparecer pois estava resolvendo problemas do trabalho, achei que ele iria gostar muito de ver a primeira imagem registrada do nosso bebê, ele ficou encantado com a ultrassonografia não desgrudava os olhos dela emocionado.










Obaaa, agora sim poderei eu comentar em teu blog! \o/
ResponderExcluirCreio que essa nova fase em Aurora Skies será bastante agradável pra ti e tua família. Eu já passei uns dias em Aurora quando fui visitar a minha amiga, é bastante lindo, mas... Sunset Valley está em meu coração. XD
A vossa casa parece bem aconchegante e linda por demais. Acho "rica" uma casa com lindos jardins e hortas também. hehe
É normal as mamães as vezes se estressarem com os filhos, os papais nem tanto. Não são eles que tem todo o trabalho para com o bebê, certo? O trabalho deles na maior parte do tempo é só dar mimos ao filho. haha
A propósito... muito lindos vós como família. <3 Vai ficar ainda mais assim que tiver o próximo bebê. Ah, outra coisa: Tens preferência pra garoto ou garota?
Beijos! Te vejo por aí.
Heeeeey David que delícia te ver comentando aqui, fico muito feliz sempre que me visita ^^. Essa cabana é muito aconchegante e sua localização só enriquece a paisagem ao lago e as cachoeiras são um espetáculo a parte. Foi a primeira vez que gritei com o meu filho, um acúmulo de estress e os hormônios fervilhando por causa da gravidez acabei perdendo o controle, ainda bem que o Rapha está me ajudando muito a segurar as pontas e agora com a chegada do novo bebê é que vou precisar muito da ajuda dele, obrigada pelos elogios a minha família, me sinto muito feliz e sobre o sexo da criança, não sabemos ainda, mas estamos torcendo por uma menina <3
ExcluirBjks querido até qualquer hora :D
Hehehe, quando posso, sempre dou uma passadinha em blog de amigos e deixo alguns comentários.
ExcluirRealmente. E o lugar torna a casa em uma paisagem assim mais bela.
Isso é normal. Às vezes acontece. Não sou mulher, mas entendo coisas por conviver com. XD Sorte que tem o maridão que ajuda, né? hehehe
De nada minha queridona! Falei a verdade.
Ah, okay. Então cá estarei a torcer para que seja uma garota.
Beijos, até mais! =*